quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens será inaugurado nesta quarta-feira (17), em Santana do Cariri


A Universidade Regional do Cariri (URCA) inaugura, nesta quarta-feira, 17, às 18 horas, o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens – URCA, em Santana do Cariri. Um dos museus mais visitados da região, o espaço homenageia o seu criador, falecido em 2016. Ele foi Reitor da URCA, Professor e Diretor do museu.

Segundo o atual Diretor do museu, Sérgio Vilaça, a média de visitantes atualmente no local é de mais de 9 mil pessoas por ano. Ele destaca a importância do equipamento, voltado para a valorização, divulgação da ciência, salvaguarda e pesquisas na área Paleontologia e que nesse momento traz uma nova configuração do espaço.

Novas exposições, projetos educativos e cursos serão realizados este ano, fortalecendo ainda mais o foco de estudo, trazendo uma diversidade de opções para o Museu, na meta de atrair mais visitantes. “As pessoas sempre terão novidades e a gente pretende fazer duas exposições no ano, para a área do salão de baixo, enfocando a paleoarte, com artistas de todo o Brasil”, afirma. Dentro dessa realidade, a pretensão é realizar, ainda este ano, um colóquio na área.

Abertura de exposições

Durante a solenidade, serão abertas as exposições Fósseis do Cariri, Memorial Plácido Cidade Nuvens, e Fossilis – Olhares sobre a Chapada, integrando a arte à ciência da paleontologia e contando um pouco da história do homem e vivência no seu habitat.
A renovação do museu traz, além da nova forma de expor o acervo, de maneira facilitada ao entendimento do público em geral, as salas com exposições temáticas, a exemplo da história do fundador do museu, Professor Plácido Cidade Nuvens.

Convite à sociedade caririense

O Reitor da URCA, Professor Patrício Pereira Melo, convida a sociedade caririense para participar da reinauguração, de um dos locais mais relevantes voltados ao turismo científico regional e valorização do acervo fossilífero. São cerca de 7 mil peças que se inserem na área de exposições, além da reserva técnica do espaço, reunindo importante material do período Cretáceo, de mais de 110 milhões de anos.
Uma das perspectivas é fazer com que o museu possa estar dialogando com as escolas e a sociedade, de forma didática, e possa construir com a comunidade um novo espaço, através de uma perspectiva mais ampla de divulgação.

Interatividade e tecnologias

Sérgio Vilaça ainda destaca o grande potencial existente no Cariri a ser explorado, ressaltando que o museu chega a ser um dos principais em número de visitações. Com esse novo formato se espera chegar a uma perspectiva de alcance em termos de público ainda maior, além de promover à implementação de recursos tecnológicos, tanto nas exposições interativas como tecnologias que trabalhem a inclusão. “Virtualmente, o museu tem que ampliar a sua visibilidade e para isso está sendo construído um site interativo, e um novo perfil também nas redes sociais”, diz ele, ao ressaltar a importância de estar inserido nas redes para se colocar para o mundo.



Plácido Cidade Nuvens

Plácido Cidade Nuvens traduz cursou Teologia e Ciências Sociais na Faculdade Gregoriana, chegando ao mestrado no primeiro curso e ao doutorado no segundo. Vale ressaltar, também, sua Especialização em Português Superior na Universidade de Lisboa e Jornalismo na PRODEL, em Roma. Este último é responsável pela função que exerceu no Jornal L’ Observatore Romano como redator e revisor da edição portuguesa, tendo também trabalhado na Rádio do Vaticano.

Plácido retorna ao Brasil, após dez anos na Europa, em dezembro de 1973. Em janeiro de 1974 passa a trabalhar na Diocese do Crato, precisamente na Fundação Padre Ibiapina – FPI, dando fundamentação filosófica e teológica a ação de Promoção Humana desenvolvida pela FPI.

No Centro de Estudos, Documentação e Pesquisa – CENDEP, por iniciativa do Professor Plácido, que o livro ‘CANTE LÁ QUE EU CANTO CÁ’, de Patativa do Assaré, foi idealizado e editado em co-edição com a Editora Vozes.

Concomitante ao seu trabalho na FPI, o Professor Plácido integra uma comissão encarregada de criar o Curso de Direito do Crato. A primeira aula deste curso foi por ele pronunciada, como professor concursado para as disciplinas de Sociologia e Introdução à Filosofia. Esse curso, posteriormente, passa a fazer parte da Universidade Regional do Cariri (URCA).

Como prefeito, cria o Museu de Paleontologia e repassa para a URCA

Após dez anos de trabalho na FPI, em 1984, o professor Plácido solicita afastamento e ingressa na política como candidato a Prefeito de Santana do Cariri. Cria o museu de fósseis para, segundo suas palavras, “conter a sangria desatada de fósseis e a depredação de terrenos do patrimônio cultural.” Nessa época os melhores terrenos fossilíferos haviam sido comprados por um norte-americano para a exploração de fósseis. O Prefeito usa o seu poder político e de convencimento que resulta na doação dos terrenos para o museu. Nova preocupação surge, o risco de deixar o museu, oficialmente instituído, ao sabor da política. Resolve doar esse patrimônio a URCA para que fosse cuidado e preservado pela comunidade acadêmica. Assim ele poderia se expandir e projetar-se a serviço da cultura e da ciência.

Hoje o Museu de fósseis da URCA, desde a gestão do Prefeito Plácido, tem projeção internacional e conta com um significativo número de visitantes nacionais e internacionais. Tem recebido, com freqüência, a visita de cientistas e demais estudiosos da área de paleontologia, conforme é possível verificar no livro de registro de visitantes especiais.

Retrocesso social: O emprego formal desaparece, a pobreza e a desigualdade avançam no Brasil




A inflação oficial do País fechou 2017 em 2,95%, a menor alta anual desde 1998 e abaixo do piso da meta estabelecida pelo próprio governo. Após a divulgação dos resultados pelo IBGE, na quarta-feira 10, os palacianos anteviram um próspero período de juros baixos e de recomposição do poder de compra do trabalhador.

“Na verdade, a inflação em um patamar tão baixo é mais um sintoma da depressão que vivemos, da forte retração da demanda. Atribui-se o feito à safra agrícola recorde, mas parecem subestimar os efeitos dos sucessivos aumentos no preço da eletricidade, dos combustíveis e do gás de cozinha, estes últimos controlados pelo governo”, alerta João Sicsú, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea.

“Em 2015 e 2016, o Brasil perdeu 7,2% de seu PIB. A economia recuou seis anos, para o mesmo patamar que tinha no segundo semestre de 2010”, observa o economista. “É possível que tenha recuperado um ponto porcentual no ano passado, mas ninguém sabe com exatidão se existe uma recuperação. O mais provável é que seja apenas um suspiro de quem bateu no fundo do poço.”

Para 2018, os analistas do mercado vendem um cenário otimista. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central com mais de cem instituições financeiras, projeta-se um crescimento do PIB da ordem de 2,69%, com uma inflação de 3,95%. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional trabalhava com projeções mais conservadoras, prevendo uma expansão de 1,5% do PIB até o fim do ano. Ainda que o bolo volte a crescer, não há o mais pálido sinal de que será repartido com o conjunto da sociedade. Ao contrário, os indicadores acenam para um aumento da concentração de renda e dos níveis de pobreza.

A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, divulgada em dezembro, revela um expressivo aumento do número de pobres e miseráveis. O Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de cidadãos, 12,1% da população, vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, o equivalente a 220 reais. O resultado representa um crescimento superior a 50% em apenas dois anos. No fim de 2014, quando a crise econômica esboçava os primeiros sinais, havia 16,2 milhões de brasileiros com essa faixa de renda, usada pelo Ipea para designar os “extremamente pobres” e empregada pelo governo federal como critério para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos idosos em situação de miséria.

Gráfico - Pobreza ExtremaDe acordo com a linha de extrema pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, mais usada para comparações internacionais, 13,4 milhões de brasileiros, 6,5% do total, vivia com menos de 1,90 dólar por dia (cerca de 133 reais mensais) no fim de 2016. E um quarto da população possuía renda inferior a 5,50 dólares por dia (387 reais por mês), faixa de renda usada pela instituição para definir um nível menos agudo de indigência. Devido às recentes atualizações de valores nas linhas de pobreza do Banco Mundial, o estudo do IBGE não permite comparações com os anos anteriores.

Ex-ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello refez os cálculos com base na linha de corte anterior, de 1,25 dólar por dia para definir quem vive na miséria, e identificou alta expressiva. “Por esse critério, a extrema pobreza avançou de 2,5%, em 2014, para 4,9% em 2016. Retrocedemos ao patamar de dez anos atrás”, lamenta. “Para agravar o problema, difundiu-se um falacioso diagnóstico, a atribuir a crise à suposta elevação dos gastos públicos, sobretudo na área social. É mentira. Essas despesas não aumentaram nos últimos anos, o que houve foi uma brutal redução das receitas. O problema está na arrecadação.”

Em vez de ampliar a rede de proteção social, indispensável para amparar os desvalidos em tempos de crise, o governo empenhou-se em reduzi-la. A política de austeridade fiscal, iniciada pelo ministro Joaquim Levy no segundo mandato de Dilma Rousseff e aprofundada por Henrique Meirelles no governo de Michel Temer contribuiu decisivamente para a regressão social.

Um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com a Oxfam Brasil e o Centro para os Direitos Econômicos e Sociais, revela queda de até 83% em políticas voltadas à área social nos últimos três anos. De acordo com o estudo, a área que mais perdeu recursos desde 2014 foi a de direitos da juventude, com queda de 83% nos investimentos.

Em segundo lugar, vêm os gastos com programas voltados à segurança alimentar, reduzidos em 76%. A área de moradia digna sofreu perdas de 62%, assim como a de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. A Promoção da Igualdade Racial sofreu uma redução de 60% e os programas para mulheres, 53%. Um dos exemplos citados pelos pesquisadores é a queda significativa no Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal, com perdas de 69% em três anos. O estudo alerta para a “ameaça de um retorno da forme e da desnutrição”.

O desemprego massivo é, possivelmente, a maior fonte de angústia do brasileiro. Embora o governo se apresse em anunciar a reativação do mercado de trabalho, a verdade é que Temer nem sequer conseguiu suprir as vagas perdidas durante a sua gestão. Em maio de 2016, quando foi alçado ao poder sem voto, em meio ao golpe branco deflagrado no Parlamento, a taxa de desocupação atingia 11,2% da população economicamente ativa, um total de 11,4 milhões de cidadãos sem emprego. O problema atingiu o ápice no primeiro trimestre de 2017, quando o País somava 14,2 milhões de desempregados, 13,7% do total. Em novembro passado, a taxa de desocupação alcançava 12%, algo em torno de 12,6 milhões de brasileiros. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE.

Gráfico - Mercado de Trabalho

Curiosamente, em novembro, primeiro mês de vigência da reforma trabalhista, o Brasil fechou 12.292 vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Em dezembro, é comum haver um maior número de demissões, como consequência do encerramento de contratos de trabalho temporário para o comércio no período do Natal. Novembro não tem, porém, esse caráter sazonal. Essa oscilação negativa recomenda prudência ao falar da suposta reativação do mercado de trabalho”, observa José Dari Krein, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).

Na realidade, os números revelam um processo de desaparecimento do emprego formal. Desde 2014, o País perde, em média, 1 milhão de postos com carteira assinada por ano, segundo a Pnad Contínua do IBGE. Além da retração da atividade econômica, a redução dos postos formais pode ter sido intensificada com a sinalização política de Temer, a considerar as regras trabalhistas excessivas e passíveis de flexibilização, diz Krein. “Diante desse aceno, os agentes econômicos sentiram-se à vontade para optar pelas formas mais baratas de contratação, antes mesmo de a reforma ser aprovada.”

Em vez de induzir à formalização, a reforma de Temer contribui para desestruturar o mercado, emenda o especialista. “A pejotização e o trabalho intermitente devem avançar, sobretudo, sobre o emprego formal”, avalia o economista da Unicamp, antes de citar o “didático exemplo do Grupo Estácio”. Em dezembro, instituição de ensino superior confirmou a demissão de 1,2 mil professores e anunciou a criação de um “cadastro de reserva”, para atender “possíveis demandas”. “Provavelmente, serão contratados docentes intermitentes, que vão receber por hora, e menos.”

Vendedor ambulante

A informalidade é o motor da geração de empregos no País (Fernando Frazão/ABr)
Diante desse cenário, a insistência de Temer em nomear a deputada Cristiane Brasil como ministra do Trabalho só revela o descaso do presidente ilegítimo com a área. Desde o primeiro momento, ele transformou a pasta em um feudo do PTB. Sua primeira escolha foi o deputado Ronaldo Nogueira. Além de tramar o desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho, que teve mais de cem artigos alterados, ele se notabilizou ao editar a portaria que afrouxou a repressão ao trabalho escravo, ao cabo revogada. Investigado pela Controladoria-Geral da União por supostas fraudes em um contrato de prestação de serviços de tecnologia, abandonou o governo no apagar das luzes de 2017.

O PTB indicou um deputado do Maranhão para substituí-lo, mas o nome acabou vetado pelo ex-presidente José Sarney. Temer chamou, então, o presidente do partido, Roberto Jefferson, delator do “mensalão” e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, para oferecer o cargo à sua filha. “Tínhamos três nomes em mente. No meio da conversa, o presidente me indagou: e por que não a Cristiane? Ela é experimentada, foi secretária municipal de diversos governos”, contou Jefferson. “Tenho que ligar para ela, porque ela é candidata. Fiz isso e ela, prontamente, respondeu: papai, eu aceito”.

Em resposta a uma ação popular, o juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal Criminal de Niterói, concedeu uma liminar para impedir a posse de Cristiane, após a revelação de que ela foi condenada a pagar 60 mil reais por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. Segundo o magistrado, o ato configura um “desrespeito à Constituição no que se refere à moralidade administrativa”. Ao julgar um recurso apresentado pela deputada, Vladimir Santos Vitovsky, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve a decisão. O caso segue sub judice, enquanto a parlamentar é alvo de novas denúncias, por usar verbas da Câmara para pagar serviços de uma locadora de veículos, aparentemente uma empresa fantasma, ligada a uma funcionária de seu gabinete.

Para os trabalhadores, a nomeação de uma ministra com esse invejável currículo só aumenta o desalento. Há três anos, o rendimento médio mensal está estagnado. No trimestre encerrado em novembro de 2017, estava em 2.142 reais, exatamente o mesmo valor auferido pelo IBGE no fim de 2014. Com a legalização de contratos precários de trabalho e a liberação das terceirizações, o valor pode despencar, alerta o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese. “O empregado pode se ver forçado a virar um microempreendedor, assumindo todo o ônus da atividade empresarial, ou mesmo ter a mão de obra intermediada por uma prestadora de serviços, que certamente vai reduzir os benefícios e achatar os salários para garantir a sua margem de lucro.”

De acordo com o especialista, o Brasil vive um dramático processo de desindustrialização e de queda do nível de emprego na agricultura, em razão do crescente processo de mecanização do campo. Esses dois fenômenos levaram a uma transição prematura da sociedade industrial para o setor de serviços, que ainda tem uma base frágil, de micro e pequenas empresas, na qual prevalece o trabalho precário e informal, explica Ganz Lúcio.

“Com a desnacionalização da sua base produtiva, o Brasil corre o risco de se converter em uma plataforma primário-exportadora e de produção de bens e serviços de baixo valor agregado. Nesse sentido, a precarização do trabalho é vista por muitos agentes econômicos como fator de redução de custos”, afirma o diretor do Dieese. Esse “retorno à condição de colônia”, como resume o economista João Sicsú, traz um custo social elevadíssimo. “De forma errática, a economia deve crescer toda vez que a demanda internacional estiver aquecida. No entanto, enquanto abrir mão de um projeto de desenvolvimento capaz de beneficiar um número maior de cidadãos, o Brasil estará fadado a conviver com alarmantes índices de desigualdade e pobreza”, acrescenta Ganz Lúcio.

Décimo país mais desigual do mundo, em companhia de Suazilândia, a menor nação da África, o Brasil continua a concentrar renda. Um levantamento da Tendências Consultoria mostra que a massa de rendimentos do trabalho no “topo da pirâmide” cresceu 10,3% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho é muito superior à tímida recuperação das classes B (+0,69%) e C (+1,06%). Os mais pobres, das classes D e E, apresentaram perda de 3,15%.

Gráfico - Massa Salarial

O cenário é ainda mais dramático diante do desmonte da rede de proteção social. Em dezembro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estimou a existência de 7 milhões pobres no País que não recebem nenhum tipo de assistência social. “Se o Brasil não voltar a crescer de forma sustentada e não tiver um revigoramento do mercado de trabalho, simultaneamente a uma correção nos valores de transferência de renda, corremos o risco de voltar ao Mapa da Fome”, alertou, à época, o brasileiro José Graziano da Silva, diretor da FAO.

Na contramão das recomendações, os valores estão defasados. O salário mínimo teve um reajuste abaixo da inflação, o que deve comprometer a renda dos pobres que recebem BPC e aposentadoria, sobretudo no campo. Em 2017, Temer desistiu de reajustar os valores pagos pelo Bolsa Família, que terá um orçamento 11% inferior neste ano.

Não bastasse, vez por outra o Ministério do Desenvolvimento Social faz uma auditoria para apurar supostas irregularidades e suspende o pagamento a milhões de pessoas, para depois voltar a incluí-las no cadastro. Em dezembro passado, o programa beneficiou 13,8 milhões de famílias, mesmo número que havia em 2014. “O crescimento do desemprego, a precarização do trabalho e o salário mínimo menor do que a inflação exigiria o aumento da cobertura. Em vez disso, temos o mesmo número de assistidos de três anos atrás, quando vivíamos em uma situação de pleno emprego”, critica a ex-ministra Campello.

Ex-chefe da Diretoria de Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro observa um consistente processo de pauperização. “As principais fontes de rendimento da população mais vulnerável advêm do mercado de trabalho, das transferências de renda e da economia familiar. Em todas essas áreas, os mais pobres acumulam perdas. A redução das verbas para o Programa de Aquisição de Alimentos atinge em cheio os pequenos produtores rurais”, exemplifica. “O avanço da pobreza e da violência urbana já é perceptível, não há como ignorar. No entanto, a sociedade ainda parece não ter percebido que a maior parte das recentes escolhas políticas contribui para agravar esses problemas.”

O economista João Sicsú observa ainda que a sociedade americana só conseguiu se recuperar da Grande Depressão quando o Estado voltou a investir pesadamente em grandes obras de infraestrutura. “Infelizmente, não temos nenhum plano de retomada dos investimentos públicos. Ao contrário, o governo só pensa em cortar despesas, o que contribui para reduzir ainda mais a demanda. Não poderíamos ter uma receita mais depressiva, para a economia e para todos nós”.

Fonte: Carta Capital

URCA abre inscrições para Seleção de 74 Bolsistas de Práticas Extensionistas Remuneradas e Voluntárias


A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri (URCA) lançou edital de chamada pública para Seleção de Bolsistas de Práticas Extensionistas Remuneradas e Voluntárias. As inscrições podem ser feitas de 11 a 23 de janeiro, na Proex, no campus do Pimenta, em Crato. Os documentos necessários poderão ser acessados através do site da URCA: www.urca.br.

Conforme o Edital, se considera a necessidade ampla divulgação e promoção das atividades de Extensão no âmbito da URCA, em todos os campi, além de buscar estabelecer diálogo acadêmico com a comunidade.

As inscrições acontecem nos horários disponíveis para a inscrição são de 08h às 12h, 14h às 17h e de 19h às 21h. O candidato a bolsa ou voluntário deverá entregar na forma impressa a Ficha de Inscrição devidamente preenchida, Histórico Escolar atualizado, Comprovante de matrícula (2017.2) e Curriculo Lattes atualizado.

Serão ofertadas pelo menos 74 bolsas de extensão para os diversos setores da Universidade, com a possibilidade de oferta em maior quantidade, de acordo com a disponibilidade de recursos, por meio de financiamento do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP) nos termos da Legislação que regulamenta a matéria. O valor da bolsa financiada com recursos do FECOP será de R$ 450,00 mensais, conforme houver a liberação do Fundo.

A quantidade de bolsas atenderá, sempre que possível, ao perfil dos estudantes da Universidade Regional do Cariri, observados a política de quotas étnico-raciais e sociais, conforme cadastro próprio para esse fim.

Serão realizadas três fases de seleção. O aluno deve estar regularmente matriculado em curso de graduação da Universidade Regional do Cariri, durante a vigência da bolsa e não estar recebendo nenhum outro tipo de bolsa, sendo proibido o acúmulo desta com a de outros programas, entre outros critérios.

De acordo com o cronograma, a seleção dos candidatos acontece de 24 a 26 de janeiro, com divulgação dos resultados parciais no dia 29, interposição de recursos, dia 30, e respostas as recursos dia 31. O resultado final será divulgado dia 1º de fevereiro.

Chamada Pública Nº 02/2018 da PROEX para seleção de bolsistas para práticas extensionistas remuneradas e voluntárias

Edital: www.urca.br/novo/portal/docs/pdf/2018/PROEX/Chamada-Publica-02_2018_.pdf

MEC inicia debates para implantar Base Nacional Comum Curricular


O Ministério da Educação (MEC) escolheu o Ceará para começar a elaborar as estratégias de implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação infantil e o ensino fundamental. As diretrizes, que definem a aprendizagem essencial que todos os alunos, tanto na rede pública como particular, devem adquirir na escola, foram homologadas em dezembro e entram em vigor em janeiro de 2019.

O secretário da Educação Básica do MEC, Rossieli Silva, reuniu-se hoje (16) em Fortaleza com o secretário da Educação do Ceará, Idilvan Alencar, e com o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime), Aléssio Costa Lima, para debater o assunto e conhecer as experiências do estado que podem auxiliar na construção e revisão dos currículos, material didático e formação de professores.

Silva destacou o modelo do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), implantado há 10 anos no Ceará e que reduziu de 32% para 0,7% o número de crianças não alfabetizadas até o final do segundo ano.

“A base trouxe essa decisão de, na alfabetização, seguir o exemplo do Ceará e ter a alfabetização feita até o segundo ano. O restante será feito respeitando o contexto local. O currículo não será definido por Brasília ou por gabinetes, mas pela participação dos professores num processo que já é feito aqui no estado”, disse o representante do MEC.

Idilvan Alencar, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), explicou que o programa cearense criou formas de cooperação entre o estado e os municípios que podem facilitar a implantação da BNCC e servir de exemplo para o Brasil.

“Implantar a base significa desenvolver currículos e materiais didáticos novos. É um grande desafio, pois o documento oportuniza direitos iguais para todos. Defendemos uma boa implantação, com a participação de professores e diretores e, aqui do Ceará, vamos ajudar nacionalmente”, acrescentou Idilvan.

A elaboração ou atualização dos currículos é um dos primeiros passos da implantação da Base Nacional Comum Curricular. Segundo Aléssio Costa Lima, da Undime, os currículos podem ser municipais, regionais ou estaduais e devem envolver todos os atores.

“Queremos uma discussão articulada, subsidiada pelo Ministério da Educação, que propicie aos municípios criar redes de colaboração para ter currículos que reflitam as realidades locais. É preciso ter uma formação intensa das equipes técnicas das secretarias de Educação e, a partir daí, traçar os passos para que esta discussão chegue na ponta, ao professor, e que ele participe de forma muito crítica para poder vivenciar a BNCC de forma prática”, enfatizou Rossieli.

Nesta quarta-feira (17), em Brasília, o MEC dá prosseguimento aos debates sobre a implantação da Base Comum Curricular, em reunião com representantes de outros estados e de entidades da sociedade civil.            

(Agência Brasil)

Crato: Hamurábi Batista realizará oficina de cordel no Gesso

Com mais de 100 títulos de cordéis publicados, o poeta e xilografo, Hamurábi Batista,  ministrará oficina de cordel na sede do Coletivo Camaradas, nesta quinta-feira, 18, às 14h.

Serão ofertadas 20 vagas e as inscrições podem ser feitas online. Informações podem ser obtidas pelo número 996616516.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

UFCA promove concurso para professor de Matemática

A Universidade Federal do Cariri está com inscrições abertas para uma vaga de professor de Matemática. A remuneração é de R$ 7.085,43 para carga horária de trabalho de 40 horas semanais com dedicação exclusiva. As inscrições encerram no próximo dia oito de fevereiro.

Para se inscrever, o interessado deve acessar o site: forms.ufca.edu.br - O candidato aprovado será lotado no Instituto de Formação de Educadores, no município de Brejo Santo. O valor da inscrição é de R$ 177 reais.

O calendários de Prova será publicado no portal da UFCA com no mínimo 7 dias de antecedência da data da 1ª etapa. Para tomar posse no cargo é exigido do candidato licenciatura em Matemática e mestrado em Educação Matemática, Educação ou na área de ensino.

Mais informações no edital:

www.ufca.edu.br/portal/files/Edital022018_Reabertura_572016EnsinoDeMatemtica_12012018.pdf                                   

(Site Miséria)

Nascidos em janeiro e fevereiro podem sacar o PIS na próxima quinta (15)

Trabalhadores nascidos nos meses de janeiro e fevereiro vão poder sacar o pagamento do Abono Salarial (PIS – Programa de Integração Social) calendário 2017/2018, ano-base 2016, a partir da próxima quinta-feira (18).

Ao todo 3.494.140 pessoas têm direito a R$ 2.483.259.922,00. Os valores variam de R$ 80 a R$ 954, conforme o tempo de trabalho em 2016. Quem tem conta individual na Caixa com saldo acima de R$ 1,00 vai receber o crédito automático já a partir desta terça-feira (16).

Para saber o valor e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode fazer a consulta no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa (www.caixa.gov.br/PIS) ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800 726 0207.

Os pagamentos começaram em julho de 2017. Quem tem direito aos recursos poderá retirá-los até 29 de junho deste ano. A Caixa disponibiliza R$ 15,7 bilhões para 22,1 milhões de beneficiários em todo o calendário.          (brasil.gov.br)